O baque dos 30

06/03/2019

Confesso que sempre fui muito tranquila em relação a idade, mas quando fiz 30 anos me deu literalmente um baque. Porque até os 29, eu tinha vinte e poucos... Vinte e poucos eu me via como uma mocinha ainda. Literalmente na “flor da idade”.

Trinta anos - falei para mim mesma - onde eu estava até chegar aqui?

Já se passou talvez 1/3 da minha possível vida... Onde eu quero chegar?

Sempre nos momentos de crise, foram os momentos que mais cresci. Eu sempre tiro do sofrimento, algo para meu autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. E confesso que sofri um pouco com a chegada dos meus 30.


Sofri pela minha adolescência que passou, pela despedida da idade dourada dos 20, sofri pelo tamanho e pelo peso de carregar 30. Olhar para trás e ver que o tempo não pára para nossas pausas. Pausamos nossos projetos, pausamos nossos sonhos, pausamos nosso cuidado com nossa saúde, mas o tempo não pára nunca.

Olhar para a frente, e ver que não se tem mais tempo a perder. Que cada minuto é mais precioso que o minuto anterior. E que diferente da crença que fomos criados, de passar uma vida trabalhando muito para se aproveitar depois, a vida é muito incerta para contar com o que não temos: não temos controle da vida. Não sabemos quando nossa velinha irá se apagar.

A imprevisibilidade da vida é o que torna ela mais interessante. Quando nos damos conta disso, criamos um filtro que passa a tornar nossa vida mais colorida. Vemos cada minuto como um presente de Deus, vemos cada momento como uma possibilidade de amadurecimento espiritual.

Por atender muitas pessoas, e escutar inúmeras histórias de vida, quando fiz 30, tudo isso veio à tona, eu parei para pensar sobre a minha vida.


Com 30 aparecem as primeiras rugas, que mostram que você já tem algum tempo aqui nesse plano, as marcas da sua existência. Elas aparecem de mansinho e nos trazem novamente a reflexão: Ei acorde, o tempo está passando!

E o que eu quero dizer com tudo isso para você, todos nascemos, alguns com ótimos país, outros nem tanto. Alguns com muitas oportunidades, outros nem tanto... Alguns sofrem, na adolescência, passam dificuldades, sofrem bullying como eu sofri, são julgados pelos outros... Outros tem experiências bacanas, curtem a vida... Mas o que vai fazer você se sentir vivo de verdade, que vai despertar o seu propósito sobre a vida é o despertar sobre você mesmo.

O autoconhecimento liberta, desfaz as amarras da alma, nos tira da prisão de nossas crenças, incutidas inocentemente muitas vezes pelos nossos pais, pela sociedade, que nos impõe que para sermos felizes temos que nos encaixar dentro de padrões, e que muitas vezes nos faz ter condutas que não nos fazem realmente felizes e conectados com nosso coração.


Hoje tenho 33 anos e durante esses últimos 3 anos venho buscando a minha voz interior. Não a voz da minha mente limitada por crenças que tentam me boicotar, mas a voz da minha alma, que guia meu coração.

Aprender a se ouvir de verdade, e viver a vida conectado com essa verdade, alinhado com seus valores, e buscando se melhorar dia a dia, superando suas limitações e se pondo a prova, saindo da zona de conforto para buscar a evolução, é a forma mais plena de viver em qualquer idade sem arrependimentos.

Porque o tempo passa.... Passa... Passa... Qualquer um segundo que passa você não tem mais... E o que você está fazendo do seu tempo? Está deixando a vida te levar, ou está construindo a vida dos seus sonhos?

Não se foque tanto no desespero de ver a idade passando... Na “PREocupação” de quantas rugas ainda estão por vir. Você pode tentar frear o tempo, mas ele não pára.

Podemos sim, amenizar certas marcas, melhorar nosso visual externo, mas existe um lugar que não tem conserto: o que você está fazendo do seu tempo.

Viva, aproveite as oportunidades, sonhe, ame.... Porque não tem tratamento e nem correção para o arrependimento de não ter dado valor ao que de mais precioso você tem: o tempo da sua vida.

Compartilhe:
Confira as últimas novidades do Blog Ariane Novello
Top