A pessoa que eu quero ser quando crescer

03/05/2019

Desde que nascemos, já existe uma projeção dos nossos pais para o que eles gostariam que nos tornássemos.

Mas o projeto de nós, já começa muito antes do nosso nascimento. Ele nasce da idealização dos nossos pais, do que eles imaginam para nós, do que eles imaginam em nós, sobre nosso comportamento, atitudes e personalidade.

Aí nós nascemos.

Aos poucos vamos descobrindo o mundo, experimentando novas sensações. E nesse momento vamos sendo reprimidos, encaixados dentro do ideal do certo e o errado. Entre o que é bonito e feio. E tudo isso vai construindo a nossa autoimagem, que é a maneira como nós nos vemos.

Se você pudesse fechar seus olhos e voltar lá no tempo, quando você era uma criança... Consegue se lembrar do adulto que você sonhava em se tornar?

Consegue lembrar como você se imaginava? Quais eram seus sonhos? O que era importante para você? O que te fazia rir até doer a barriga?

O tempo passa e vamos nos distanciando da nossa essência. Daquele ser livre, ingênuo que nada teme do futuro. E vamos construindo máscaras, personagens para nos adaptar ao que a sociedade nos cobra. Para ser aceito no meio, deixamos de lado nosso eu, para fazer as coisas que agradam aos outros. Inconscientemente, quase que inevitavelmente por uma questão de sobrevivência.

Muitas pessoas vivem uma vida inteira e talvez nunca se deem conta disso. Outros acordam e tem tempo de mudar, para dar um novo significado a sua existência.

Existe um momento, que em meio ao caos interno, entre tantas cobranças, culpa, ansiedade, acontece como que se uma bomba explodisse dentro de você, e de repente você se dá conta que tem algo errado.

E nesse momento, que pode ser no amor, mas que na maioria das vezes é de dor, inicia a sua cura. Quando você começa a mudar a rota. Ao invés de olhar os outros, você passa a olhar a si mesmo.

Olhar para dentro.

 

O que EU gosto? O que é que ME faz feliz? O que ME faz sorrir? Quais são MEUS sonhos? Qual a missão da MINHA vida? Quais são os valores que EU acredito? E você começa a descobrir que não existe autoestima, se não existir um olhar carregado de amor sobre si mesmo, com autoaceitação, generosidade, autoperdão.

 

A busca cega pela perfeição, está adoecendo as pessoas. Porque elas estão tão hipnotizadas e forçadas em se adaptar ao meio, tornando um padrão, que estão esquecendo que por dentro enquanto as coisas não forem organizadas, repassadas, se não for feita uma releitura de todas as crenças, pensamentos e emoções, você nunca conseguirá se sentir completo. E sempre haverá algo faltando, uma peça fora do lugar. É aquela ruga que te inferniza toda vez que olha no espelho. É aquele quilo a mais, que jamais pode acontecer. É aquela pessoa que tem o corpo que você queria ter.

 

Busque se sentir bonita. Busque se cuidar. Busque se sentir bem. Busque sim! Mas não se permita viver uma vida inteira vazia. Pare hoje e olhe no espelho. Quem é essa pessoa?

 

O processo de elevar a auto estima só é consistente quando conseguimos ressignificar o seu olhar sobre si mesmo. Quando isso ocorre, a criança que você era, desperta em você, trazendo junto parte daquela leveza e valentia de quem não temia o futuro.

 

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